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Só Gato

agosto 24, 2011

Pablo Neruda (Parral, 1904 – Santiago-1973) foi um poeta chileno.

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Eu gostaria de ser Hobbit.

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“O homem gostaria de ser peixe ou pássaro. A serpente gostaria de ter asas, o cão é um leão confuso… Mas o gato quer ser somente gato. E todo gato é um puro gato desde o bigode ao rabo.” Pablo Neruda.

Eu e meus Causos II

novembro 27, 2009

Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX.

Pra tu, né Pablo?

Um doce pra quem adivinhar o que o sujeito da ilustra está pensando. :)

“Escrever é fácil. Você começa com maiúscula e termina com um ponto final.No meio, coloca idéias.” Pablo Neruda.

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Seguem mais antigos causos resgatados do antigo blog:

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Lá nos idos de 1989, este ilustrador que vos escreve prestou serviço militar. Fiz CPOR aqui em Recife.

Dentre muitas histórias pra contar, me lembro de uma que aconteceu num treinamento para tranposião de curso dágua (atravessar o rio), durante um acampamento nada agradável.

Dentre os vários tipos de travessia que fizemos (e tome atravessar o rio), um era pra atravessar carregando as armas, a arma no caso era o famoso FAL, fuzil autmático leve.

Tiramos uma lona da mochila usada pra montar barraca, colocamos bastante capim, a arma, e enrolamos o dito cujo, amarrando depois. Era pra esse trambolho boiar, evitando afundar as armas e até mesmo molhar.

A gente atravessava nadando, empurrando o trambolho, com a farda completa, coturno capacete e o escambau. Tinha uma corda amarrada na nossa cintura e num cabo que passava em cima do rio. Não dava exatamente pra se afogar mas dava pra engolir bastante água.

Eu tinha sido atleta de natação, meu embrulho tava bem feitinho e eu passei sem problemas. Quando cheguei na outra margem e olhei pra trás, o colega que estava atrás de mim ainda estava no meio do rio, cuspindo água o coitado, sem forças, quase se afogando. Além de mal saber nadar, o embrulho do sujeito estava bem mal feito e afundando também.

Falei pro sargento na hora: – Sargento! vou pular pra salvar o aluno! E pulei. O sargento que via a situação começou a gritar: – Pontuaaaal!! salve a arma!! salve a arma!! Cheguei no sujeito e puxei ele pra cima, aquela cara de desespero, e sargento gritando: – PONTUAL!!!! SALVE A ARMA!! A ARMA!! Soltei o coitado (que afundou novamente, óbvio) e peguei a arma que já estava afundando também. E fui logo pra margem antes do embrulho encher todo dágua. Depois foram pegar o coitado que já estava desesperado mas tinha a cordinha presa na cintura.

Quando ele chegou na margem com uma cara de sufoco que dava dó, tudo que consegui dizer foi: – Foi mal cara, foi mal.

O exercito não faz realmente muito sentido.

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Eu devia ter uns 14, 15 anos, era atleta de natação. Num dia de treino, precisávamos usar pé-de-pato (acho que hoje a palavra mais usual é nadadeira). Tinha esquecido o meu e meu técnico foi pegar um dele, que era regulável e que ele tinha acabado de comprar nos EUA.

Ceó, toma cuidado com eles! se acontecer alguma coisa vc vai pagar viu? Não sei se apertei demais o bixo, ou se as nadadeiras dos EUA não prestam, mas assim que botei no pé senti que rasgou. Merda! Caceta! E agora? Não sabia o que fazer e não queria dizer nem a pau o que tinha acontecido. E fui nadando com o dito cujo mau colocado, quase caindo, sem bater muito o pé pro danado não cair.

Foi quando um amigo que vinha atrás puxou o pé de pato, o outro, que estava perfeito, brincadeira na piscina. Não deu outra, levantei a cabeça e olhei pra trás na hora:

Rasgasse o pé-de-pato!! Vai ter que pagaaaaaar!!!!

Ele não teve que pagar nada, era psicologia infantil do meu técnico preu ter mais cuidado. Mas a culpa até hoje é dele. Como disse uma vez Hommer Simpson: Se a culpa é minha eu ponho em quem eu quizer!

P.S. Hoje não faço mas dessas, sou adulto, responsável e bem bonzinho.

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Esse causo uma amiga contava como se tivesse acontecido com ela. Mas acho que já ouvi por aí como piada então eu vou ficar imparcial nessa celeuma e vou só relatar os fatos:

Estava um grupo de amigos num restaurante que não sei qual era, mas sei que na mesa tinha um vidrinho daquele famoso molho de pimenta, TABASCO.

- Eu nunca me lembro do nome dessa pimenta no supermercado, acabo não comprando.

- È só você se lembrar daquilo da mulher** e botar um “S” no meio. TABASCO!

**aqui em algumas regiıes nordestinas, tabaco é mais um dos apelidos populares para o órgão sexual feminino. Principalmente no aumentativo. Ex: Ela tem um tabacão.

-Que ótimo! Vou decorar e não esqueço mais.

Uns dias depois estava ela no supermercado tentando lembrar o nome da pimenta. Como era mesmo aquela historinha?

-Ah, Lembrei! BUCESTA!

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Era 1985, eu então com quinze anos, adentrava um dos meus primeiros coqueteis etílicos. Não me lembro o motivo nem o local do dito cujo, mas já havia começado a beber aos 14, e estava doido pra alterar minhas condições normais de temperatura e pressão.

Não muito tempo depois, encontro meu primeiro garçom, com uma bandeja cheia de taças numa mão, e uma garrafa de vinho tinto na outra.

O tapado do garçom só encheu um dedo do meu copo, fiquei puto, virei a cara na hora. Será que mandaram não servir decentemente os menores de idade? Ou deve ser essa bosta de etiqueta que manda você não encher a taça toda? Pra que a taça tem aquele tamanho se não é pra encher? E precisava ser tão educado assim?

Já tinha acabado minha primeira taça de vinho (óbvio), ainda estava com raiva da anta do garçom, e não avistava mais nenhuma garrafa de vinho pelo salão. Dois dedos de prosa depois encontro um outro garçom. Outro. Bom sinal. Pego outra taça e aguardo ser servido. Mais um tico. Um tiquinho de vinho no fundo da taça. E todo aquele espaço vazio de vinho que eu não vou beber. Outra anta. Virei a cara de novo pra não jogar aquele gole de vinho na cara dele.

Foi quando percebi que várias outras pessoas tinham a taça cheia (não inteiramente, ainda tem a etiqueta, mas decentemente cheia). Preto atenção no garçom enquanto ele serve um senhor. O mesmo tico que eu. O senhor bebeu um gole, fez uma cara de aprovação e o garçom completou a taça.

Uia! A anta, o tapado, era eu.

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Depois posto outros. Um excelente fim de semana para todos!


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