Archive for novembro \27\UTC 2009

Eu e meus Causos II

novembro 27, 2009

Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX.

Pra tu, né Pablo?

Um doce pra quem adivinhar o que o sujeito da ilustra está pensando. 🙂

“Escrever é fácil. Você começa com maiúscula e termina com um ponto final.No meio, coloca idéias.” Pablo Neruda.

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Seguem mais antigos causos resgatados do antigo blog:

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Lá nos idos de 1989, este ilustrador que vos escreve prestou serviço militar. Fiz CPOR aqui em Recife.

Dentre muitas histórias pra contar, me lembro de uma que aconteceu num treinamento para tranposião de curso dágua (atravessar o rio), durante um acampamento nada agradável.

Dentre os vários tipos de travessia que fizemos (e tome atravessar o rio), um era pra atravessar carregando as armas, a arma no caso era o famoso FAL, fuzil autmático leve.

Tiramos uma lona da mochila usada pra montar barraca, colocamos bastante capim, a arma, e enrolamos o dito cujo, amarrando depois. Era pra esse trambolho boiar, evitando afundar as armas e até mesmo molhar.

A gente atravessava nadando, empurrando o trambolho, com a farda completa, coturno capacete e o escambau. Tinha uma corda amarrada na nossa cintura e num cabo que passava em cima do rio. Não dava exatamente pra se afogar mas dava pra engolir bastante água.

Eu tinha sido atleta de natação, meu embrulho tava bem feitinho e eu passei sem problemas. Quando cheguei na outra margem e olhei pra trás, o colega que estava atrás de mim ainda estava no meio do rio, cuspindo água o coitado, sem forças, quase se afogando. Além de mal saber nadar, o embrulho do sujeito estava bem mal feito e afundando também.

Falei pro sargento na hora: – Sargento! vou pular pra salvar o aluno! E pulei. O sargento que via a situação começou a gritar: – Pontuaaaal!! salve a arma!! salve a arma!! Cheguei no sujeito e puxei ele pra cima, aquela cara de desespero, e sargento gritando: – PONTUAL!!!! SALVE A ARMA!! A ARMA!! Soltei o coitado (que afundou novamente, óbvio) e peguei a arma que já estava afundando também. E fui logo pra margem antes do embrulho encher todo dágua. Depois foram pegar o coitado que já estava desesperado mas tinha a cordinha presa na cintura.

Quando ele chegou na margem com uma cara de sufoco que dava dó, tudo que consegui dizer foi: – Foi mal cara, foi mal.

O exercito não faz realmente muito sentido.

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Eu devia ter uns 14, 15 anos, era atleta de natação. Num dia de treino, precisávamos usar pé-de-pato (acho que hoje a palavra mais usual é nadadeira). Tinha esquecido o meu e meu técnico foi pegar um dele, que era regulável e que ele tinha acabado de comprar nos EUA.

Ceó, toma cuidado com eles! se acontecer alguma coisa vc vai pagar viu? Não sei se apertei demais o bixo, ou se as nadadeiras dos EUA não prestam, mas assim que botei no pé senti que rasgou. Merda! Caceta! E agora? Não sabia o que fazer e não queria dizer nem a pau o que tinha acontecido. E fui nadando com o dito cujo mau colocado, quase caindo, sem bater muito o pé pro danado não cair.

Foi quando um amigo que vinha atrás puxou o pé de pato, o outro, que estava perfeito, brincadeira na piscina. Não deu outra, levantei a cabeça e olhei pra trás na hora:

Rasgasse o pé-de-pato!! Vai ter que pagaaaaaar!!!!

Ele não teve que pagar nada, era psicologia infantil do meu técnico preu ter mais cuidado. Mas a culpa até hoje é dele. Como disse uma vez Hommer Simpson: Se a culpa é minha eu ponho em quem eu quizer!

P.S. Hoje não faço mas dessas, sou adulto, responsável e bem bonzinho.

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Esse causo uma amiga contava como se tivesse acontecido com ela. Mas acho que já ouvi por aí como piada então eu vou ficar imparcial nessa celeuma e vou só relatar os fatos:

Estava um grupo de amigos num restaurante que não sei qual era, mas sei que na mesa tinha um vidrinho daquele famoso molho de pimenta, TABASCO.

– Eu nunca me lembro do nome dessa pimenta no supermercado, acabo não comprando.

– È só você se lembrar daquilo da mulher** e botar um “S” no meio. TABASCO!

**aqui em algumas regiıes nordestinas, tabaco é mais um dos apelidos populares para o órgão sexual feminino. Principalmente no aumentativo. Ex: Ela tem um tabacão.

-Que ótimo! Vou decorar e não esqueço mais.

Uns dias depois estava ela no supermercado tentando lembrar o nome da pimenta. Como era mesmo aquela historinha?

-Ah, Lembrei! BUCESTA!

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Era 1985, eu então com quinze anos, adentrava um dos meus primeiros coqueteis etílicos. Não me lembro o motivo nem o local do dito cujo, mas já havia começado a beber aos 14, e estava doido pra alterar minhas condições normais de temperatura e pressão.

Não muito tempo depois, encontro meu primeiro garçom, com uma bandeja cheia de taças numa mão, e uma garrafa de vinho tinto na outra.

O tapado do garçom só encheu um dedo do meu copo, fiquei puto, virei a cara na hora. Será que mandaram não servir decentemente os menores de idade? Ou deve ser essa bosta de etiqueta que manda você não encher a taça toda? Pra que a taça tem aquele tamanho se não é pra encher? E precisava ser tão educado assim?

Já tinha acabado minha primeira taça de vinho (óbvio), ainda estava com raiva da anta do garçom, e não avistava mais nenhuma garrafa de vinho pelo salão. Dois dedos de prosa depois encontro um outro garçom. Outro. Bom sinal. Pego outra taça e aguardo ser servido. Mais um tico. Um tiquinho de vinho no fundo da taça. E todo aquele espaço vazio de vinho que eu não vou beber. Outra anta. Virei a cara de novo pra não jogar aquele gole de vinho na cara dele.

Foi quando percebi que várias outras pessoas tinham a taça cheia (não inteiramente, ainda tem a etiqueta, mas decentemente cheia). Preto atenção no garçom enquanto ele serve um senhor. O mesmo tico que eu. O senhor bebeu um gole, fez uma cara de aprovação e o garçom completou a taça.

Uia! A anta, o tapado, era eu.

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Depois posto outros. Um excelente fim de semana para todos!

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Se beber, não dirija!

novembro 27, 2009

Esta frase eu vi na traseira de um carro aqui em Olinda.

“Pra que beber e dirigir se você pode fumar e viajar?” Anônimo.

Planeta dos Macacos

novembro 26, 2009

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Mais uma resgatada e mais uma do Quintana.

“O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado. É este pressentimento de que ele venha a ser o nosso futuro.” Mário Quintana.

As andanças de Vovó

novembro 26, 2009

Mais uma das antigas!

“Minha avó começou a andar uma hora por dia quando tinha 60 anos. Agora ela já está com 95 e não temos a menor idéia de onde ela foi parar.” Ellen D.

Úúúúúúúúúúúú…

novembro 25, 2009

O Casseta & Planeta é um conglomerado industrial humorístico brasileiro.

“Se Maomé não vai a montanha, a montanha vaia Maomé.” Casseta & Planeta.

As Paixões

novembro 25, 2009

Jean-Jacques Rousseau (Genebra, 28 de Junho de 1712 — Ermenonville, 2 de Julho de 1778) foi um filósofo suíço, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata.

Mais uma resgatada.

“Todas as paixões são boas quando somos senhores delas, e todas são más quando se tornam nossos senhores.” Jean-Jacques Rousseau

 

Aguenta Aí!

novembro 20, 2009

Josh Billings, pseudônimo de Henry Wheeler Shaw (12 de abril de 1818, Lanesborough, Massachusetts, EUA – 14 de outubro de 1885, Monterey, California) foi um humorista.

Estou meio atolado de trabalho, por isso estou sendo de uma benevolência ímpar com as ilustras esquecidas do antigo blog. Aí vai mais uma.

Bom fim de semana para todos!

“Seja como um selo: aguente até chegar ao seu destino.” Josh Billings.

Pequenas Coisas

novembro 19, 2009

Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre (Le Havre, França, 19 de Janeiro de 1737 – Éragny, França, 21 de Janeiro de 1814), mais conhecido como apenas Bernardin de Saint-Pierre, foi um escritor e botânico francês.

Mais uma resgatada do limbo do esquecimento do antigo blog. 🙂

“A natureza é grande nas grandes coisas, mas é grandiosa nas pequenas.” Bernardin de Saint-Pierre.

A Comida da Comida

novembro 18, 2009

Eu gosto e como vegetais, vai ver sou comida de alguém.

“Vegetais não são comida. Vegetais são o que a comida come.” Anônimo.

Eu e meus causos

novembro 17, 2009

Henry David Thoreau (1817-1862) foi um escritor e ensaísta americano.

Descobri porque gosto de escrever. 🙂

Mas este post é mesmo pra republicar meus causos. O pessoal do blogueisso tinha me enviado um arquivo de texto recuperados do blog, e eles estão lá! Meio sem acentos, sem pontuação, mas isso a gente resolve.

Segue então alguns antigos causos, depois republico outros. Abraços para todos.

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Estava na faculdade ainda e precisei ir ao shopping. Na saída, surpresa! O carro não estava onde eu tinha colocado.

Depois de dar voltas e voltas no estacionamento, chamei o segurança e expliquei a situação.

-Tem certeza que colocou o carro neste estacionamento?

-Tenho sim moço. Só não tenho certeza em que vaga estacionei.

-E começamos a procurar novamente.

O segurança chamou outro segurança, procuramos, procuramos até que apareceu mais um segurança.

-Tem certeza que estacionou o carro aqui?

-Sim, tenho. Já estava ficando irritado.

Procuramos, procuramos…

-O senhor tem certeza que colocou o carro aqui no estacionamento Cajú (o shopping tinha feito uma parceria com uma marca de picolés, e os estacionamentos tinham na época o nome das frutas da região, nem vou comentar sobre isso.)

-Tenho moço. Absoluta! (já estava puto!) Me lembro que quando estacionei, vi que estava em um estacionamento amarelo!!

-O estacionamento do outro lado é o Mangaba. … amarelo também. Ele agora, irritado.

Ops, foi mal… E fui pegar meu carro no estacionamento do outro lado. E é óbvio que essa confusão toda foi culpa da Kibon.

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Quando resolvi morar só, tinha 23 anos. Na verdade não tão só assim, já que dividia uma casa em Olinda com mais dois amigos da faculdade (cada um com seu quarto), um ateliê de uma artista plástica e um forno de cerâmica na copa que era dividido com mais dois artistas. Quase uma comunidade alternativa, mas isso é história pra outro post.

Voltando ao assunto, quando comuniquei a minha mãe minha intenção de morar só, ela me propôs que eu passasse a semana na casa de meus pais e durante os fins de semana me mudaria pra minha casa. Não adiantou.

Então ela pediu para que meu padrinho tivesse uma conversa comigo. Ele me convidou para almoçar. Passei o almoço todo só ouvindo. Meu padrinho me disse que eu só deveria sair da casa dos meus pais para casar… mas que se eu fosse mesmo sair de casa, que eu tivesse cuidado com as companhias, que não usasse drogas, que não desse a bunda, que visitasse meus pais, que não esquecesse da famÌlia, me repassou valores católicos… parecia que eu ia morar no Esturquistão. O monólogo seguiu até a sobremesa.

Mas eu pedi lagosta. 🙂

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Num carnaval distante, um grupo grande de amigos resolveu sair pelas ladeiras de Olinda em bloco, todos fantasiados de Smurfs. Os Smurfs são personagens criados pelo ilustrador belga Pierre Culliford, mais conhecidos no Brasil graças a uma série de desenhos animados transmitidos por aqui na década de 80.

Era só se pintar todo de azul, colocar uma bermuda branca, um chapeuzinho idem e pronto. Fora Cabral, que por causa da enorme semelhança física saiu de Gargamel, o vilão do desenho. Serginho declinou educadamente a sugestão de sair de Cruel, o gato do vilão, se pintou de azul e foi pra galera.

Os Smurfs ainda deram o ar de sua graça em Olinda por vários anos. Menos Cabral de Gargamel, que disse que nunca mais colocava aquela fantasia. Bastava o sujeito virar uma esquina que todos os Smurfs próximos gritavam: – Gargamel!!! E saíam correndo. E o povo via aquele monte de gente azul, correndo e gritando Gargamel! Gargamel! E depois lá vinha Gargamel correndo atrás. Foi hilário, menos pra Cabral que passou um dia de carnaval privado dos amigos.

Um grande abraço pro meu grande amigo Cabral.

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Logo logo publico outros, até acabar. Não vai demorar porquê não são muitos.

“Escrever é um modo de falar sem ser interrompido.” Henry David Thoreau.