Archive for the ‘comunicação’ Category

Nem te conto!

outubro 28, 2014

“Se você realmente quer guardar um segredo, não precisa de ajuda.” Anônimo.

Concordância

fevereiro 21, 2013

direito

Clique na imagem para ampliar.

François-Marie Arouet (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês.

“Posso não concordar com nenhuma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las.” Voltaire.

Ô vidinha…

maio 22, 2012

Amigos, estou lançando um novo blog, o Ô vidinha…

Sempre com ilustração, mas agora experimentando as possibilidades dos quadrinhos, tirinhas e cartoons.

Espero que gostem.

Desde já agradeço a visita. Grande abraço.

http://ovidinha.wordpress.com/

 

Deixa

maio 22, 2012

Jair Rodrigues de Oliveira (Igarapava, 6 de fevereiro de 1939) é um cantor brasileiro.

A frase foi retirada da música “Deixa isso pra lá”.

Deixa isso pra lá – Jair Rodrigues

Deixa que digam
Que pensem
Que falem

Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem ?
Eu não estou fazendo nada
Você tambem
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguem ?

Vai,vai,por mim
Balanço de amor,é assim
Mãozinha com mãozinha pra lá
Beijinhos e beijinhos pra cá

Vem balançar
Amor é balanceio meu bem
Só vai no meu balanço quem tem
Carinho pra dar

 

Sobre janelas e livros

maio 16, 2012

Ludwig Heinrich Mann (1871-1950) foi um escritor alemão.

“Uma casa sem livros é como uma sala sem janelas.” Heinrich Mann

Ene, á, ó, til

março 21, 2012

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) foi um pregador britânico.

Eu demorei pra aprender, e às vezes me esqueço. Do latim, porquê dizer não eu nunca aprendi direito.

“Aprenda a dizer não. Será melhor para você do que aprender latim.”

Equivalente Empresarial

novembro 21, 2011

Richard Whately (1787 – 1863) foi um teólogo e economista inglês.

“Descartar-se de um cliente que está reclamando com um ‘É norma da empresa’ deixa-o furioso. É o equivalente empresarial da frase que nossos pais costumavam dizer: ‘Porque sim’.”

Facebook

outubro 13, 2011

Oi gente, O Frases agora tem página no Facebook. Quem tiver perfil por lá, dá uma passadinha pra curtir. Abraço grande para todos!!

http://www.facebook.com/pages/Frases-Ilustradas/250351755011375?sk=wall

 

Meu Amigo Livro

agosto 26, 2011

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Adoro o Quintana!

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Este post é e uma homenagem a Clarice Lispector e seu conto Felicidade Clandestina, que me foi apresentado por minha amiga Elane, na última Festa Literária. Sim, eu frequento Festas Literárias. Sim, elas são literárias. E bem festivas.

Vou reproduzir o conto aqui no blog. Pra quem gosta de ler e de livros, vale muito a pena. Eu adoro. E quando um trecho me emociona, tasco uma beijoca no dito cujo em retribuição. Bom é poder demonstrar nosso amor, mesmo que seja por livros. Eu os beijo, Clarice escreveu um belíssimo conto e há quem goste até de dormir com a leitura preferida entre as pernas. Citando Pessoa, “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”

Boa Leitura.

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Felicidade clandestina – Clarice Lispector

Clarice Lispector
O Primeiro Beijo
São Paulo, Ed. Ática, 1996
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
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“Livros nos trazem a vantagem de podermos estar sós e acompanhados.” Mário Quintana.

 

Deixa eu te dizer uma coisa…

julho 6, 2011

Acho um saco gente que adora sair por aí distribuindo ferroadas…

“As palavras, como as abelhas, têm mel e ferrão.” Provérbio suiço.